Recentemente, durante a CES 2026, um dispositivo chamado Peri chamou a atenção não só pela sua inovação, mas pela sua proposta de abordar um tema que muitas vezes é negligenciado: a saúde das mulheres durante a perimenopausa. Essa fase, que pode durar de três a doze anos, é um período de transição antes da menopausa, e frequentemente é tratada como um mistério. Mas a tecnologia pode mudar isso, e é aí que o desenvolvimento de software e a arquitetura de sistemas entram em cena.
Introdução
A saúde feminina, especialmente em fases como a perimenopausa, tem recebido pouca atenção no que diz respeito a dados e diagnósticos. O Peri é um wearable que promete mudar esse cenário, utilizando tecnologia para monitorar sintomas como ondas de calor, mudanças de humor e distúrbios do sono. Mas como um dispositivo desses realmente funciona. e qual o papel da tecnologia por trás dele?
Como funciona o Peri?
O Peri se destaca por ser um dos primeiros dispositivos focados especificamente na saúde durante a perimenopausa. Com um preço de $449, ele é projetado para ser um auxiliar no monitoramento. de sintomas. O dispositivo, que se assemelha a um monitor contínuo de glicose, é não-invasivo e se fixa na região do estômago. Equipado com sensores de PPG para fluxo sanguíneo, um acelerômetro para movimento, EDA para medir a eletricidade da pele e um sensor de temperatura, o Peri coleta dados de forma contínua.
A combinação desses sensores, junto com um algoritmo customizado, permite que o dispositivo não apenas detecte uma onda de calor por uma alteração de temperatura, mas também analise múltiplas métricas para prever e registrar esses sintomas. Isso é um avanço significativo, pois até então, o gerenciamneto da perimenopausa dependia de relatos subjetivos e inconsistentes.
Registro de biomarcadores
Os usuários usam o dispositivo por um período de sete a dez dias antes de precisar recarregar. Durante esse tempo, o Peri registra biomarcadores e fornece um panorama sobre o estado de saúde da usuária. Além de monitorar os sintomas da perimenopausa, o aplicativo que acompanha o dispositivo permite que as usuárias documentem suas experiências com terapias hormonais e observem como essas tratativas influenciam outros aspectos de suas vidas.
Dicas para potencializar o uso do Peri
Para quem está considerando usar o Peri, aqui vão algumas dicas avançadas:
- Integração de dados: Tente combinar os dados do Peri com outros dispositivos de saúde que você já utiliza, como smartwatches ou aplicativos de saúde, para uma visão mais holística.
- Documentação detalhada: Use a função de diário do aplicativo para registrar não apenas sintomas, mas também mudanças na dieta e no estilo de vida. Isso pode ajudar a identificar padrões específicos.
- Análise a longo prazo: Aproveite a capacidade do dispositivo de registrar informações ao longo do tempo. Estudar essas informações pode oferecer insights valiosos sobre o que funciona ou não para você.
Conclusão
A chegada do Peri é um lembrete poderoso de como a tecnologia pode ser usada para abordar questões de saúde que muitas vezes são ignoradas. É mais do que um simples wearable; é uma ferramenta que empodera as mulheres a terem acesso a dados que podem ajudar a melhorar sua qualidade de vida durante a perimenopausa. Ao integrar tecnologia com cuidados de saúde, estamos, finalmente, começando a quebrar o tabu em torno da saúde feminina. E como arquiteto de software, vejo um grande potencial para que mais inovações como essa possam surgir, sempre buscando validar e apoiar as experiências das usuárias.
Em um mundo onde a saúde é cada vez mais personalizada, iniciativas como a do Peri são apenas o começo. Espero ver mais dispositivos que não apenas monitorem, mas que também ajudem as pessoas a entenderem melhor suas próprias condições. Afinal, dados são poder, e quando se trata da saúde, esse poder deve ser acessível a todos.