O cenário atual da Inteligência Artificial é, sem dúvida, um dos mais intrigantes e desafiadores que já vivemos. Com o surgimento de novos laboratórios focados em modelos de fundação, temos visto uma mescla de veteranos da indústria e pesquisadores renomados, cada um com suas próprias aspirações e visões de futuro. Mas, a grande questão que paira no ar é: quem realmente está tentando fazer dinheiro com isso?

O que caracteriza um laboratório de IA?

Os laboratórios de IA estão em um momento único, onde a linha entre pesquisa e comercialização parece cada vez mais embaçada. Essa dualidade é o que nos leva a refletir sobre a verdadeira ambição de cada projeto. Um novo modelo de avaliação, proposto em uma recente análise, sugere uma escala de cinco níveis, onde o foco não está no sucesso financeiro, mas na intenção de gerar riqueza. Essa abordajem nos ajuda a entender melhor a dinâmica do mercado e as expectativas que cercam cada novo projeto.

Os níveis de ambição

A escala vai de 1 a 5, e aqui estão os parâmetros:

Os grandes nomes do setor, como OpenAI e Anthropic, claramente se posicionam no Nível 5. Já os novos laboratórios, com sonhos grandiosos, podem estar em níveis variados, dificultando a análise do que realmente pretendem.

Exemplos do cenário atual

Vamos dar uma olhada em alguns laboratórios contemporâneos para entender onde eles se encaixam nessa escala.

Humans&

Esse laboratório atraiu bastante atenção recentemente. Os fundadores têm um discurso convincente sobre a próxima geração de modelos de IA, mas estão evasivos quanto a como isso se traduz em produtos monetizáveis. Eles parecem querer construir ferramentas para o ambiente de trabalho, mas ainda não se comprometeram com nada específico. Considerando tudo isso, eu os colocaria no Nível 3.

Thinking Machines Lab

A situação aqui é complicada. Com um ex-CTO do ChatGPT levantando um investimento significativo, era razoável esperar um plano sólido. No entanto, as recentes saídas de membros da equipe levantaram dúvidas sobre a direção do laboratório. Eles aspiravam a um Nível 4, mas podem estar mais perto de um Nível 2 ou 3 agora.

World Labs

Fei-Fei Li, uma respeitada pesquisadora de IA, levantou uma quantia significativa para a World Labs, e agora eles lançaram produtos comerciais. O que antes parecia estar em um Nível 2 claramente evoluiu para um Nível 4, com potencial de alcançar o Nível 5 em breve.

Safe Superintelligence (SSI)

Fundada por Ilya Sutskever, a SSI parece estar no Nível 1, com uma forte ênfase na pesquisa científica e pouca preocupação com a comercialização. No entanto, o cenário rapidamente muda, e a qualquer momento eles podem decidir explorar o lado comercial se a pesquisa se mostrar promissora.

Dicas para arquitetos de software na era da IA

Se você está envolvido na criação de soluções de IA, aqui vão algumas dicas avançadas:

Conclusão

A nova onda de laboratórios de IA nos leva a questionar não apenas suas ambições, mas também o impacto que terão no mercado. É interessante observar como a tecnologia pode ser um motor de inovação, mas também pode gerar confusão, especialmente quando as intenções não estão claras. Como arquitetos de software, devemos estar atentos a essas dinâmicas, prontos para adaptar nossas abordagens e contribuir de forma significativa para o desenvolvimento de produtos que realmente façam a diferença.

O futuro da IA é incerto, mas uma coisa é certa: aqueles que buscam um equilíbrio entre pesquisa e comercialização certamente se destacarão nesse novo cenário.