Recentemente, fiquei sabendo sobre a conferência QCon, que está comemorando seus 20 anos e promete um foco todo especial no que realmente funciona na produção de software. É interessante pensar em como a Arquitetura e Desenvolvimento de Software estão evoluindo, especialmente agora que estamos lidando com a transição das Inteligências Artificiais de experimentos para sistemas que realmente funcionam. Vamos explorar isso!
Introdução
Quando se fala em Inteligência Artificial, a primeira coisa que vem à mente para muitos são os chatbots e assistentes virtuais. Mas a verdade é que estamos apenas arranhando a superfície. O que a QCon está propondo para 2026 é uma mudança de paradigma: sair do mero uso de modelos de linguagem para sistemas mais complexos, que chamamos de agentes. Isso é algo que se conecta diretamente com a arquitetura de software, pois precisamos considerar não só a criação, mas também a implementação e a robustez desses sistemas.
Movendo-se para sistemas agenticos
Os sistemas agenticos são aqueles que conseguem tomar decisões e realizar ações em ambientes complexos e dinâmicos. Isso significa que, por trás das câmeras, tem que haver uma arquitetura sólida que suporte essa não-determinidade. Um dos grandes desafios que os engenheiros enfrentam é garantir que esses sistemas sejam observáveis e seguros, principalmente em caminhos críticos. O que quero dizer com isso? Que não basta só colocar um modelo em produção; precisamos testar e validar rigorosamente como ele se comporta em cenários reais.
Dicas para Implementação
- Teste em Ambiente Controlado: Antes de liberar um sistema agentico, faça uma série de testes em condições controladas para entender como ele reage a diferentes inputs.
- monitorameto Contínuo: Utilize ferramentas de observabilidade para rastrear o desempenho do sistema em tempo real. Isso pode ajudar a identificar falhas antes que se tornem problemas maiores.
- Feedback do Usuário: Crie mecanismos para coletar feedback dos usuários e use isso para iterar e melhorar o sistema continuamente.
Arquitetura para a sobrevivência
Um ponto que realmente chamou minha atenção foi o foco em sobrevivência em vez de apenas uptime. Em sistemas distribuídos, falhas são inevitáveis. O que realmente importa é como arquitetar a aplicação de forma que o impacto dessas falhas seja minimizado. Por exemplo, a técnica de isolamento celular pode ser uma solução eficaz, onde cada parte do sistema opera de forma independente, limitando o "blast radius" de qualquer falha.
O lado humano: engenharia Staff+
Tecnologia não acontece em um vácuo. As decisões técnicas são influenciadas por pessoas e suas dinâmicas. O conceito de engenharia Staff+ vem para trazer à tona a importância de habilidades duráveis, como julgamento técnico e capacidade de negociação. É crucial que engenheiros seniores desenvolvam essas habilidades, pois elas são essenciais para guiar as equipes na direção certa, especialmente em tempos de mudança rápida.
Conclusão
O que estamos vendo no QCon é uma oportunidade de refletirmos sobre como estamos lidando com a Inteligência Artificial e a complexsidade dos sistemas que construímos. Precisamos estar preparados para os desafios que virão, tanto técnicos quanto humanos. A engenharia de software deve evoluir não só em termos de tecnologia, mas também em gestão e liderança. Fica a pergunta: estamos prontos para essa transição?
Por fim, acredito que a chave para o sucesso está em um equilíbrio entre inovação tecnológica e a capacidade de adaptação das equipes. Precisamos, mais do que nunca, de uma abordagem holística para enfrentar os desafios que estão por vir.