A recente discussão entre líderes da McKinsey e da General Catalyst durante o CES 2026 trouxe à tona um tema que tem gerado burburinho no mundo da tecnologia: a transformação provocada pela inteligência artificial (IA). A ideia de que aprendemos uma vez e trabalhamos para sempre está prestes a ser desmistificada. O que isso significa para nós, profissionais de tecnologia, especialmente em arquitretura de Software?
Transformação em curso
Bob Sternfels, da McKinsey, e Hemant Taneja, da General Catalyst, concordam que estamos no meio de uma revolução tecnológica que se move em um ritmo e escala sem precedentes. A ascensão meteórica de empresas como a Anthropic, que viu sua avaliação saltar de 60 bilhões para algumas centenas de bilhões de dólares em um ano, é apenas um dos sinais dessa mudança.
Porém, a questão que fica é: como as empresas estão lidando com essa nova realidade? Muitos CEOs estão divididos entre ouvir seus CFOs, que têm uma visão mais conservadora, e os CIOs, que estão clamando pela adoção rápida da IA. Essa indecisão está criando um cenário onde a implementação da IA é vista como um jogo de xadrez, onde cada movimento deve ser calculado.
O futuro dos empregos
Outro ponto crucial discutido foi o impacto da IA na força de trabalho. A preocupação é palpável: muitos temem que a IA substitua empregos de entrada, que tradicionalmente eram ocupados por recém-formados. Nesse contexto, o que os jovens devem fazer para se manter relevantes?
Competências essenciais
Apesar de os modelos de IA serem capazes de executar uma variedade de tarefas, habilidades como julgamento e criatividade continuam sendo essenciais. Sternfels menciona que, enquanto as máquinas podem realizar tarefas repetitivas, o verdadeiro valor do trabalho humano reside em nossa capacidade de inovar e tomar decisões complexas.
Dicas para se destacar
Então, como podemos nos preparar para essa nova era? Aqui vão algumas dicas que considero fundamentais:
- Aprendizado contínuo: O skilling e re-skilling devem se tornar parte da sua rotna. Não adianta ter um diploma e achar que tá tudo resolvido.
- Inovação: Traga ideias novas para a mesa. Em um ambiente onde a IA pode executar tarefas, a criatividade se torna um diferencial.
- Colaboração: Trabalhar em equipe e saber usar as ferramentas de IA a seu favor é crucial. É um jogo de soma positiva, onde todos ganham.
Conclusão
O que fica claro a partir das discussões é que a era do “learn once, work forever” está mesmo com os dias contados. Precisamos nos adaptar e evoluir constantemente. Se você ainda acha que aprender uma vez é suficiente, pode ser que esteja prestes a ser ultrapassado por aqueles que estão dispostos a se reinventar. O futuro é promissor, mas é preciso ter iniciativa e coragem para surfar nessa onda de mudanças constantes.
No final das contas, o que realmente importa é como você se posiciona nesse novo cenário. Não se esqueça: a habilidade de se adaptar e aprender sempre será um ativo valioso.