A observabilidade nunca foi um assunto tão quente quanto agora, especialmente quando falamos de gigantes como a Uber. Recentemente, eles compartilharam em seu blog como estão reformulando sua plataforma de observabilidade, e isso é uma lição valiosa para quem trabalha com arquitetura de software e desenvolvimento. Vamos explorar essa transformação e o que podemos aprender com ela.
Introdução
O que antes era visto apenas como um conjunto de ferramentas de monitorameto, hoje se torna uma capacidade estratégica para empresas que lidam com grandes volumes de dados e operações complexas. A Uber, por exemplo, abandonou um sistema monolítico tradicional e optou por uma plataforma modular, nativa da nuvem, baseada em tecnologias open source. O que isso significa para nós, profissionais de tecnnologia? Significa que precisamos repensar nossa abordagem sobre como monitoramos e gerenciamos sistemas em ambientes dinâmicos e de rápida mudança.
Transformação técnica
A nova plataforma de observabilidade da Uber não é apenas uma atualização; é uma revolução. O sistema antigo, que dependia de componentes pesados e configurações manuais, não conseguia acompanhar as rápidas mudanças em suas operações. Agora, eles construíram um pipeline de ingestão de dados flexível e um serviço de configuração dinâmico que alinha as configurações dos coletores com o inventário de rede em tempo real.
Mas, além da tecnologia, o que realmente se destaca nessa nova abordagem é a automação. A aplicação de Configuração Dinâmica redistribui automaticamente as cargas de trabalho de polling entre regiões e implementa mudanças de configuração globalmente via APIs. Isso não é apenas uma melhoria técnica; é uma mudança cultural que permite que engenheiros influenciem a monitoração adicionando metadados e políticas. É uma forma de ver a monitoração como uma superfície programável, não apenas uma caixa de ferramentas.
Dicas avançadas para observabilidade
Baseado na experiência da Uber, aqui vão algumas dicas que podem elevar a sua prática de observabilidade:
- Aposte em open source: Utilizar ferramentas open source como Prometheus e Grafana pode não só reduzir custos, mas também aumentar a flexibilidade e independência em relação a fornecedores.
- Automatize sempre que possível: A automação não é um luxo, mas uma necissidade. Implementar soluções que automatizem a configuração e o monitoramento pode liberar sua equipe para se concentrar em tarefas mais estratégicas.
- Considere a AI desde o início: Começar a padronizar e limpar sua telemetria agora pode preparar o terreno para futuras implementações de inteligência artificial. Isso pode significar operações de rede mais rápidas e inteligentes no futuro.
- Veja a observabilidade como uma prática contínua: Não trate isso como um projeto único. Adote uma mentalidade de longo prazo, investindo em ferramentas, habilidades e processos para garantir que sua solução de observabilidade evolua com o tempo.
Conclusão
O que a Uber está fazendo é um exemplo claro de como a observabilidade pode se tornar um diferencial competitivo. Ao invés de apenas implementar uma solução de monitoramento, eles estão criando uma plataforma que integra automação e inteligência, preparando-se para o futuro. Para nós, arquitetos de software e desenvolvedores, isso nos ensina que precisamos estar sempre um passo à frente, investindo em tecnologias e práticas que não apenas resolvem problemas atuais, mas que também moldam o futuro do nosso trabalho. Então, que tal começar a repensar sua abordagem sobre observabilidade hoje mesmo?