Fala galera! Hoje vou falar sobre um assunto que tá em alta e, sem dúvida, tira o sono de muita gente que trabalha em tecnologia: como escalar equipes de engenharia. Recentemente, li uma apresentação do Thiago Ghisi, diretor de engenharia no Nubank, que compartilhou várias lições e experiências sobre como levar uma organização de 30 para mais de 100 engenheiros. E, vou te contar, as dicas dele são valiosas e podem fazer toda a diferença na forma como lidamos com crescimento e gestão.
O Desafio da Escala
Quando falamos em escalar uma equipe, o primeiro ponto que vem à mente é a estrutura organizacional. À medida que uma empresa cresce, as dinâmicas mudam. O que funcionava com 30 pessoas pode não funcionar com 100. Thiago menciona que, em sua trajetória, teve que mudar sua abordage de gestão, passando de cuidar da performance individual para construir equipes de liderança coesas. Ele usa um framework chamado "Três Níveis de Impacto", que é essencial para alinhar a estratégia e promover o crescimento.
Estabelecendo uma Cadência Operacional
Uma das primeiras lições que Thiago compartilha é sobre a importância de estabelecer uma cadência operaciona. Isso significa criar um sistma claro de comunicação e reuniões. Parece simples, mas muitos esquecem disso. Ter um cronograma para reuniões, check-ins e feedbacks é crucial para evitar a divergência e a ineficiência entre os times.
Gestão de Performance
Outra lição fundamental é a gestão de performance. Thiago enfatiza que é fundamental focar tanto nos altos quanto nos baixos desempenhos. Não se trata apenas de manter os medianos, mas sim de dar atenção especial aos que se destacam e aos que estão com dificuldades. Ele sugere que, assim que você percebe um padrão de baixa performance, é hora de iniciar um plano de melhoria. Isso ajuda a evitar que problemas pequenos se tornem grandes crises.
Cultivando a Cultura e a Liderança
Quando a equipe começa a crescer, a cultura organizacional se torna ainda mais importante. Thiago fala sobre como é necessário investir tempo para cultivar a segurança psicológica, onde os membros da equipe se sentem à vontade para compartilhar opiniões e desafios. Isso é essencial para formar uma equipe de liderança coesa, que não só executa, mas também inova e propõe melhorias.
Reorganizações Estratégicas
Outro ponto que vale a pena destacar é sobre as reorganizações estratégicas. Thiago defende que a estrutura da equipe deve ser continuamente ajustada. Olhar para o organograma como uma ferramenta e não como um dogma é vital. Às vezes, é preciso mover algumas peças para refletir melhor as prioridades e os talentos disponíveis. Essas mudanças, se feitas de forma contínua, podem evitar crises maiores no futuro.
Reflexões Finais
Por fim, escalabilidade é mais do que apenas aumentar números; trata-se de criar um ambiente onde as pessoas possam prosperar. O papel de um líder se transforma à medida que a equipe cresce. Thiago nos lembra que o que funcionava para uma equipe de 30 não necessariamente servirá para uma de 100. Adaptar-se às novas realidades e constantemente revisar suas estratégias é essencial.
Se você está lidando com uma equipe em crescimento ou se preparando para isso, lembre-se: a comunicação clara, a gestão de performance e a cultura organizacional são pilares que não podem ser ignorados. E, como sempre, vamos aprendendo com a prática. Depois de tudo isso, fica a pergunta: você está pronto para o próximo nível?